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Escola particular não compra edital: mapeia salas, mix de alturas, construção e o que cada ambiente realmente faz no dia.
Escolher móveis para uma escola particular começa pelo mapa de salas, não pelo menor unitário nem por um código de edital público colado no pedido. Liste cada ambiente (infantil, fundamental, coletiva, universitária, professor, refeitório se houver), a estatura real dos alunos — não só a série — e o uso: turno único ou dois, layout fixo ou sala que se remonta. Depois aplique a mesma lista de construção nos orçamentos: parede do tubo, solda, tampo, borda, ponteira, altura combinada de mesa e cadeira. A linha escolar trabalha com seis alturas de referência. Canhoto em universitária entra na lista, não no “a gente vê depois”. CJA e FNDE explicam compra pública; o pedido da Sique é o SKU cotado. Confirme o modelo no orçamento.
A escola particular não está comprando um pregão. Está comprando o chão em que o aluno vai passar o ano. Por isso a ordem certa não é “me manda o kit da sala 1 no menor preço”. É: quais salas existem, quem senta, o que a sala faz de verdade, e só então qual modelo entra em cada uma.
Este guia é o segundo pilar da jornada. O primeiro é reconhecer construção em móveis escolares resistentes. Aqui o recorte é decisão de gestor: inauguração, reforma, troca de fornecedor, crescimento.
Abra a planta (mesmo que seja um croqui no papel). Marque: educação infantil, anos iniciais, anos finais, sala que vira laboratório, sala de leitura, espaço de professor, refeitório se existir. A pergunta do consultor que muda o pedido é: essa sala permanece montada o ano inteiro ou vira outra coisa na sexta à tarde? Sala polivalente pune estrutura e sapata. Sala fixa pune tampo e borda. São orçamentos com ênfases diferentes, não um único SKU milagroso.
Quantidade vem depois do mapa. “Quantas carteiras?” sem lotação e circulação vira estoque no corredor ou fila na porta. O erro clássico da inauguração está em erros mais comuns ao mobiliar uma escola nova.
A linha escolar publica seis alturas de referência: tampo 46, 53, 59, 64, 71 e 76 cm; assento 26, 31, 35, 38, 43 e 46 cm. As faixas etárias se sobrepõem. Um 4º ano baixo e um 4º ano alto não cabem no mesmo número só porque a secretaria agrupa por série. Estatura prevalece. Guias: idade ou estatura, precisa de mais de uma altura?, como montar o mix.
Comprar uma altura só “para a sala ficar bonita na foto” é o erro mais fotografável. Uniforme visual não exige uniforme dimensional: cores da linha podem identificar altura sem parecer sucata.
| Referência da linha | Faixa etária indicativa | Tampo | Assento |
|---|---|---|---|
| Altura 1 | 2 a 4 anos | 46 cm | 26 cm |
| Altura 2 | 3 a 6 anos | 53 cm | 31 cm |
| Altura 3 | 5 a 8 anos | 59 cm | 35 cm |
| Altura 4 | 7 a 10 anos | 64 cm | 38 cm |
| Altura 5 | 9 a 12 anos | 71 cm | 43 cm |
| Altura 6 | a partir de 12 anos e adultos | 76 cm | 46 cm |
Fonte: medidas de referência publicadas na linha escolar e nas opções de altura do ERP. Faixas se sobrepõem. Há opção de altura personalizada em orçamento. Universitária é outra família, com prancheta, lado destro e lado canhoto como opção. Não use esta tabela como se fosse prancheta acoplada.
Individual (carteira / conjunto / cadeira). Base da sala tradicional. Exemplos de catálogo: SQ3, SQ1, SQ2. Aplique o Método: parede, solda, tampo, borda, ponteira. Mesa alta demais tem sintoma próprio: o que acontece quando a mesa fica alta demais.
Coletiva. O desenho bonito não conta aluno nem cadeira. Trapézio, sextavada e oitavada servem a agrupamentos diferentes. Planta antes da cor. Comece por individual ou coletiva, como escolher mesa coletiva e quantos alunos por mesa. Catálogo: SS10 trapézio sextavado.
Universitária. Prancheta, destro e canhoto, circulação entre fileiras. Esquecer o canhoto é o retrabalho mais barato de evitar e o mais caro de improvisar. Como escolher universitária, canhoto, pranchetão ou tradicional. Exemplo: UN1 padrão reta.
Depois do mapa, os orçamentos só se comparam se trouxerem a mesma spec. Tubo grosso sem parede não compara. Tampo “em MDF” sem espessura não compara. Este é um dos pontos do Método Siquemóveis de Avaliação de Mobiliário Escolar. A lista completa está no pilar de resistência, não repetida aqui. O e-mail de cotação modelo está em o que perguntar a um fabricante.
Materiais: não feche “MDP é lixo” no grupo dos sócios. Leia MDF ou MDP com o tampo e a borda juntos. Uso pesado: uso intenso.
CJA, FNDE e “tipo FDE” são vocabulários de compra pública e de linhas comerciais que citam esse universo. Não são o nome do SQ1. Se a sua escola não está presa a um CIT, comprar pelo apelido do edital só aumenta a chance de spec errada. Glossário: CJA, FNDE, mobiliário tipo FDE.
Quando o mapa, o mix de alturas e a spec de construção estiverem numa página, o unitário finalmente vira número comparável. Aí sim vale abrir a linha escolar e chamar o consultor com a planta na mesa, não com a data da festa no assunto do e-mail.
Este guia é o irmão do pilar: sala a sala, cm, Método, catálogo real, sem CJA colado. Particular compra modelo e altura. Ata compra PDF. Misturar os dicionários no mesmo e-mail é o erro que o glossário inteiro existe para impedir. Amostra. Mix. Professor. Canhoto se prancha.
Escola particular com pedido CJA-06 urgente. Sem edital. 76 cm e SQ1. O urgente era a festa. A spec virou cm.
Antropometria, sobreposição, manutenção. O que não herda: código no SKU. Linha escolar. Contato com perguntas já escritas.
A compra de vocês tem PDF de ata ou tem planta de sala particular?
Sem padrão FNDE vazio. Sem kg. Sem SQ1=CJA-06.
O segundo pedido da escola nova quase sempre corrige o que a inauguração escondeu: uma altura só na foto, a coletiva que não cabia, a universitária só destra. O primeiro pedido tinha data de festa. O briefing certo cabe numa planta e numa lista de perguntas — não num desconto de última hora.
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